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A Integração das Políticas Públicas para a Cidadania

Eduardo de Lima Caldas

01/01/2003

A conquista de vagas brasileiras para as próximas Olimpíadas tem muito mérito dos atletas e pouco das federações esportivas. A emergência de talentos esportivos também não foi mérito de iniciativas públicas municipais. Mas os municípios podem e devem atuar na área esportiva e despertar talentos.

Suzano, por exemplo, gastou em 2002, cerca de R$ 6 milhões em esporte e lazer (80% de todos os gastos da Câmara Municipal). Trata-se de um gasto com alto retorno publicitário e baixo retorno social. Não se tratou de gasto para valorizar gente da gente, mas para mostrar ao mundo o que não somos.

Cabe ao Poder Público Municipal estimular o desenvolvimento de atividades esportivas como mecanismo de sociabilidade, desenvolvimento da vida em grupo e das relações interpessoais. O esporte exerce importante papel como integrador de políticas públicas.

Imagine, por exemplo, gastar esse dinheiro decidindo com o povo, se vai financiar um time de elite, ou “gramar campinhos”, qualificar técnicos, valorizar professores de Educação Física e líderes comunitários; apresentar a esses profissionais a interface do esporte com a nutrição, ortopedia, fisioterapia, dança (capoeira), arte, teatro e assim por diante.

Imagine que os monitores comunitários acompanhem o boletim escolar e o cartão-saúde da garotada, não como mecanismo de exclusão, mas como forma de estimular a juventude a freqüentar a escola e cuidar da saúde.

Conclusão: o município tem grande potencial para estimular o esporte e revelar talentos, e tem dinheiro disponível para isso. O que falta em Suzano é um projeto esportivo popular e democrático, voltado para a população, e não uma colcha de retalhos elitista e geradora de exclusão.

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